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NOTHING REALLY MATTER

  When I was very young Nothing really mattered to me But making myself happy I was the only one Now that I am grown Everything's changed Uma das coisas que mais me incomoda atualmente é perceber como, durante o meu processo de crescimento e amadurecimento, fui perdendo algumas características que eram muito singulares. Dentre elas: a confiança excessiva. Quando eu era mais novo eu tinha meus sonhos, dentre eles a faculdade de Medicina.  Pobre, vindo de uma escola publica defasada numa cidade de interior, filho de mãe de solteira e por muito desempregada devido ao seu problema de saúde. Porém, eu nunca parei pra pensar sobre isso até pouco tempo atrás. Simplesmente tinha um sonho, sabia que iria alcança-lo não importando o caminho. E assim foi.  Inclusive essa foi uma herança da minha mãe. Sempre me impressiono como ela nunca colocou obstáculos quando falei que iria tentar fazer o ensino médio numa escola federal na capital. Jamais demonstrou estar preocupada se conseguir...

Mitski

 Conhecer mais das músicas da Mitski fez com que ela alugasse um triplex em minha cabeça. Com tempo desenvolvi uma admiração por composições diretas e honestas, portanto, me vi fascinado pela mente caótica dessa moça.  São 2:45 da manhã, estou de plantão e deveria aproveitar essa folga para descansar enquanto não sou chamado para o trabalho. No entanto, estou aqui a refletir sobre como é possível alguém escrever tão facilmente e com tanta precisão sobre o burnout. Cerca de 1 mês atrás eu estava lidando face a face com a sobrecarga de trabalho e me encontrei perplexo ao ouvir todos meus pensamentos traduzidos em Working for the Knife. Ah, qual é!!!! Aquele primeiro verso é de uma genialidade tamanha...  I cry at the start of every movie I guess 'cause I wish I was making things too But I'm working for the knife Gostaria de ser conciso, honesto e direto com as palavras assim como a Mitski. Não sou. Por isso uso tantos caracteres, no meio da madrugada, para falar algo que el...

Feliz por bobagem

 Feliz  Não eufórico, feliz, soft. Com um leve sorriso no rosto, não um sorrisão com dentes expostos, um sorrisinho de lábios cerrados.  Sempre nos lembramos da felicidade como uma explosão e acabamos esquecendo de valorizá-la quando ela se apresenta assim, como deleite duradouro, sem picos, porém constante.  Estou feliz por estar arrumando minhas roupas no guarda roupa da minha casa, por colocar as peças na minha máquina de lavar e por, em breve, ir fazer o meu jantar. Coisas rotineiras mas que me deixam tão feliz por significarem conquistas tão maiores.   Pensando bem, me parece incorreto chamar de bobagem algo que me deixou tão feliz. Corrijo o título desse ensaio, estou feliz por grandes pequenas coisas. 

VELHO AMIGO

Em meio a uma crise, me encontrei mais uma vez recorrendo a velhos hábitos na tentativa de resgatar o equilíbrio que eu detinha em dias passados.  Walt Whitman me descreveu muito bem ao falar: " Eu sou largo, eu contenho multidões ". Me sinto exatamente assim. E justamente por ser assim, aos poucos, a nova rotina e suas pressões me afastaram de elementos que um dia já foram pilares da minha personalidade. Entretanto, como contenho multidões, não houve um colapso com a queda desses pilares. Os mesmos foram sendo substituídos por outros elementos; sendo estes novos, excitantes e surpreendentes. Contudo, por vezes, exaustivos. De forma que mesmo tendo um alicerce muito mais resistente agora, senti falta de pequenos detalhes que decoravam a antiga estrutura.  Resgatar velhos hábitos tem sido como encontrar um velho amigo, a quem amo muito, porém ambos estamos diferentes hoje e precisamos encontrar uma nova dinâmica para manter a relacionamento. Então, veio a conclusão: ainda não ...