NOTHING REALLY MATTER
When I was very young
Nothing really mattered to me
But making myself happy
I was the only one
Now that I am grown
Everything's changed
Uma das coisas que mais me incomoda atualmente é perceber como, durante o meu processo de crescimento e amadurecimento, fui perdendo algumas características que eram muito singulares. Dentre elas: a confiança excessiva. Quando eu era mais novo eu tinha meus sonhos, dentre eles a faculdade de Medicina. Pobre, vindo de uma escola publica defasada numa cidade de interior, filho de mãe de solteira e por muito desempregada devido ao seu problema de saúde. Porém, eu nunca parei pra pensar sobre isso até pouco tempo atrás. Simplesmente tinha um sonho, sabia que iria alcança-lo não importando o caminho. E assim foi.
Inclusive essa foi uma herança da minha mãe. Sempre me impressiono como ela nunca colocou obstáculos quando falei que iria tentar fazer o ensino médio numa escola federal na capital. Jamais demonstrou estar preocupada se conseguiríamos arcar com os custos. O mesmo aconteceu quando fui aprovado em Medicina numa universidade que ficava distante de nossa cidade. Eu teria que me mudar. Na época, nós mal conseguíamos pagar o aluguel da nossa casa. No momento que contei que eu tinha sido aprovado, emendei com um "não sei se vou... é longe... talvez eu deva estudar mais um ano e tentar passar no campus da capital" ao que ela categoricamente respondeu com um "você vai".
Por vezes fico impressionado com essa confiança que ela tinha, apesar de ter medo, ela não deixava transparecer. Apenas mergulhava de cabeça. Era assim com quase todos os aspectos de sua vida.
Eu possuía isso também, em menor parcela. No entanto, sempre fui da linha de que as coisas precisam ser planejadas. Mas por vezes cedo aos impulsos e só confio que vai dar certo! Porém a vida adulta tem suas pressões e a ansiedade é uma companhia amarga. No último ano acabei perdendo eventos que gostaria de ter participado por pensar de mais. Minha vida amorosa trágica se resume a pensar de mais. E, recentemente, me vejo ponderando acerca de uma grande decisão referente ao futuro profissional, onde a decisão errada vai ter impacto em muita coisa e por muito tempo.
E aí, após perder o show histórico da Madonna no Rio justamente (por pensar demais), me encontro em meu quarto refletindo sobre como eu preciso resgatar aquele estado de espírito de apenas escolher um destino e confiar de que chegarei lá. Como? Não importa. O importante é chegar.
Comentários
Postar um comentário